BEM VINDO! Aviso á tripulação! Aqui inicia-se mais um blog neste oceano tão vasto que é a Blogoesfera.Aqui irão ser trazidos e comentados varios assuntos que acho que sejam de salientar. Sintam-se á vontade para participar ,falem bem ou falem mal mas falem Então apertem os cintos.Vai-se iniciar a viagem. .

09/11/2009

20º aniversário da queda do Muro



A Queda do muro de Berlim faz 20 anos.Mas ainda hoje se continuam a construir muros , sejam fisicos como o caso do muro que os Estados Unidos estão a erguer para os separar do Mexico ,sejam espirituais onde criamos muros para nos proprios e acabamos por viver aprisionados dentro deles e no fim nos levam á solidão e ao isolamento.O Homem não foi feito para ser um ser individual somos um ser ,que como todos, temos que viver em sociedade e saber viver nela , respeitando a individualidade e a liberdade do outro.
Mas cada vez menos sabemos viver em sociedade , numa sociedade cada vez mais competitiva onde ha falta de respeito e de valores e se cultiva desde pequeno a singluaridade em vez da pluridade onde não se olha a meios para atingir os fins.Vivemos rodeados por muros e tudo porque o Homem não se consegue entender com ele proprio e com os seus semelhantes de forma a viver em sociedade.Não precisamos ir ate berlim para vermos esses muros dentro das nossas cidades existem muros iguais,onde passamos uns pelos outros e nem nos cumprimentamos, onde nos fechamos em casa e nem o nome dos nossos vizinhos sabemos,onde preferimos olhar para o lado do que prestar auxilio a quem necessita,numa sociedade cada vez mais egoista e cada vez com mais desigualdades é obvio que cada vez irão existir mais muralhas e so nos cabe a nos derruba-las.



A Alemanha festeja hoje com pompa o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim com vários eventos. A chanceler Angela Merkel atravessou um ponto de passagem do Muro acompanhada do antigo líder sindical Lech Walesa e o ex-líder soviético Mikhail Gorbachov.


Merkel atravessou com os seus convidados a histórica Bornholmer Strasse, um dos primeiros postos fronteiriços abertos em 1989. Logo pela manhã, a chanceler alemã, primeira chefe de Estado do país proveniente da ex-RDA, esteve presente num serviço religioso na Igreja de Gethsémani, um dos locais mais importantes da disidência em Berlim Oriental. Após a passagem da Bornholmer Strasse, agradeceu a Gorbachov por ter tornado possível a mudança e também a Walesa, afirmando que o seu movimento 'Solidariedade' deu muita coragem ao leste-alemães.
Uma missa numa igreja da antiga Berlim Oriental marcou hoje o arranque oficial das comemorações do 20º aniversário da queda do 'Muro da Vergonha' que durante 28 anos dividiu a cidade.
'Recordamos as lágrimas de alegria, os rostos de felicidade, a libertação', evocou o bispo luterano Wolfgang Huber durante o serviço religioso, ao qual assistiram o presidente alemão Horst Koehler e a chanceler Angela Merkel.

Numa entrevista à cadeia de televisão ARD, a chefe do governo germânico lembrou que, 20 anos após a queda do Muro, a unificação alemã 'ainda não está terminada', dadas as 'diferenças estruturais' entre os dois lados da Alemanha.

'Temos que combater essas diferenças se queremos chegar a níveis de vida iguais', afirmou Merkel, lembrando que a taxa de desemprego na antiga Alemanha de Leste é duas vezes superior à registada na metade ocidental do país.
A abertura do posto de Bornholmer Strasse, pelas 23h20, marcou o início da queda do Muro. A história é vivida na primeira pessoa por Merkel que há 20 anos cruzou a muralha, ao lado de cerca de 20 mil pessoas, que o fizeram em poucas horas. A chanceler alemão, que mais tarde regressou a casa em Berlim-este, nasceu em Hamburgo mas foi criada na antiga RDA.
'Na noite de 9 de Novembro de 1989 cumpriu-se um sonho', recordou Merkel, continuando: 'Muitos tiveram um papel. Mas não não tinha sido possível sem a coragem da população da Alemanha de Leste'.
CEM MIL NA 'FESTA DA LIBERDADE'
Para celebrar a 'Festa da Liberdade', cerca de 100 mil pessoas juntaram-se no centro de Berlim, junto às Portas de Bradenburgo, debaixo de uma chuva torrencial. O dia começou com um concerto de Staastkpelle e vai acabar com o derrube de peças de dominó gigantes, assinalando a queda do Muro e também dos vários regimes comunistas na Europa de Leste.
'QUEM SAI VITORIOSO É O MULTILATERALISMO E A DIPLOMACIA': José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal
'Alguns também previram um mundo mais unipolar, mais concentrado ou concebido com baase na pax americana, da concentração num único bloco, num único país, mais influente em todo o mundo', começou por dizer o primeiro-ministro português que marca presença nas comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, mas, continuou, 'quem sai vitorioso deste movimento é o multilateralismo, as Nações Unidas e os valores da resolução pacífica dos conflitos através da negociação e da diplomacia'.

Efeméride:Histórias de sobrevivência e de fuga à ditadura comunista.


Berlim-Leste é aqui, onde Sigrid Paul deu à luz o seu filho em Janeiro de 1961. Torsten nasceu com graves complicações no estômago, provocadas pelo parto. Para salvarem o bebé, transferiram-no para os hospitais universitários de Berlim-Oeste. Acontece que no dia em que foi erguida a 'cortina de ferro' – o 'muro da vergonha' para uns; a 'protecção antifascista' para outros – Sigrid e o marido foram impedidos de atravessar a fronteira que dividia o Leste do Oeste da cidade; e estes pais do seu bebé. O muro cortou a família ao meio. O filho só lhes foi devolvidos com 5 anos – para ele, os pais eram completos estranhos.

Amanhã comemoram-se 20 anos da queda do muro de Berlim. Sigrid já fez 75 anos. Se antes estudou para dentista, agora vive agarrada ao passado trágico: é guia no centro de detenção para onde foi arrastada. 'Raptada', insiste. Em 1963, ela e o marido foram presos por terem abrigado três estudantes que tencionavam passar a fronteira por um túnel que escavaram, até serem detidos pela Stasi (a polícia secreta da antiga República Democrática Alemã, RDA). A prisão de Hohenschönhausen, na Alemanha Oriental, é hoje a 'história congelada'. Sigrid mostra-a aos turistas, como o fazem outros tantos ex-detidos, como Jorge Vazquez, de 50 anos. Ele esteve preso e foi 'torturado' durante 7 dias, acusado de manter contactos ilegais com diplomatas norte-americanos.

Aqui foram interrogados os maiores prisioneiros políticos de Berlim, sem nunca terem direito a um advogado. A ditadura impunha-lhes esta camisa de forças.

Jorge percorre o 'submarino' da prisão, uma área debaixo da terra onde os prisioneiros submergiam sem nunca terem a noção do dia e da noite. O pior desta cadeia foi usado desde os anos 50 da Guerra Fria até 1961, explica o guia. A partir desse ano, os presos da Stasi eram levados para um complexo que foi construído na mesma época que a 'cortina de ferro', numa proporção de 120 salas de interrogatório para 103 celas. A polícia secreta tinha cerca de 91 mil funcionários e, nas ruas, mais de 173 mil informadores, à média de um para cada 63 habitantes. Nunca ninguém sabia quem eles eram.

O cubano detém-se numa cela, abre as pesadas portas de ferro daquele cubículo. Às vezes ficavam lá seis, sete, oito detidos a dormir sobre um estrado, sentados com o rosto e as mãos viradas para o óculo da porta. Eram permanentemente acordados por luzes intensas. Se eles não estivessem visíveis, voltavam a ser torturados. Jorge faz um movimento a abrir e fechar o ferrolho, o barulho é estridente na cela. Confessa que 22 anos depois do cárcere, aquele som não lhe sai da cabeça. É um trauma.

Sigrid foi presa quando ia para o trabalho, de manhã cedo, em 63. Dois homens puxaram-na pelos braços e meteram-na num carro. Ninguém se entrepunha. Em Março de 87 foi a vez de Jorge. Estava no café. Vivia na cidade Karl Marx, Sul da Alemanha. Trabalhava como tradutor. Foi 'violentamente raptado' pela Stasi.

Em Hohenschönhausen Jorge passou a ser tratado por um número: 33. Os interrogatórios aconteciam quando ele se sentia esgotado e numa sala frente-a-frente com um capitão. Não lhe batia, mas gozava de refinada guerra psicológica. 'Era um sistema de medo que era imposto sem que o prisioneiro desse conta.' Tudo valia para conseguir uma confissão, ou informações contra terceiras pessoas.

Em 40 anos, o muro não criou apenas dois países diferentes, como também formou diferentes mentalidades. Ainda hoje, 53% dos alemães vêem grandes diferenças entre o Leste e o Oeste, segundo uma sondagem recente da Solidariedade Popular. Mais: 23% dos alemães orientais afirmam que perderam com a queda do muro e 38% ficaram a ganhar. Dos despojos do comunismo permanecem ao redor da prisão muitos dos ex-detidos e alguns funcionários daquelas instalações. A convivência nem sempre é pacífica.

OS SUBTERRÂNEOS DO MURO

A história começa na II Guerra Mundial, com a construção de abrigos subterrâneos antiaéreos que, com a Guerra Fria, passaram a ser refúgios para civis escaparem a possíveis ataques atómicos.

Quando em 1961 se construiu o muro de Berlim, os habitantes orientais pensaram em tudo para fugir. Se nos dois primeiros anos alguns tentaram ultrapassar o muro através da repugnante rede de esgotos, cedo a Stasi se apercebeu de que teria de formar patrulhas para os túneis.

Foi então que a imaginação dos foragidos fez 'recuperar' os abrigos do tempo da guerra, ligados à linha de Metro dos comboios da RFA (República Federal da Alemanha), que, com a divisão da cidade, passou a não parar nas 'estações fantasma' da RDA. Após a queda do muro, a Associação Berliner Unterwelten começou a guiar turistas nestes labirintos.

Sem dúvida que o muro de Berlim estava também debaixo do solo. Brito Morales, guia da associação, explica que todas as estações do Metro oriental foram terraplenadas e, nos túneis, o comboio nem se atrevia a abrandar nas 'estações fantasma', que estavam totalmente armadilhadas de morte para quem quisesse fugir. Além de que tudo era patrulhado.

Por outro lado, tal como os estudantes que Sigrid Paul abrigou em casa, outras pessoas escavaram cerca de 70 túneis, dos quais 18 possibilitaram algumas fugas.

Cerca de 3200 pessoas terão sido detidas em tentativas de fuga (menos do que as cinco mil bem sucedidas), mas terão morrido entre 120 e 240 pessoas.

Esta semana, com Berlim mergulhada no Outono cinzento, uma criança aparentando seis anos equilibrava-se no muro. Em passinhos de lã caminhava sobre o que hoje é uma linha no chão – em vez de uma barreira de três a quatro metros de altura. Não há Berlim-Leste ou Oeste. Há vestígios da 'cortina de ferro' (o maior deles, o East Side Gallery, com 1300 metros) na Mühlenstrasse. Ou outro pedaço na praça de Potsdam, junto ao imponente Sony Center, um marco consumista. E há turistas envoltos em relíquias saudosistas. Na rua do ‘checkpoint Charlie’ (uma fronteira) pode-se comprar o que ainda resta: recordações de que o Leste era aqui.

'CRIME DE ERIKA FOI DESENHAR UM LAÇO NO BIGODE DE ESTALINE'

Peter Molloy, produtor da série da BBC e autor do livro ‘O Mundo Perdido do Comunismo’ (Bertrand) entrevistou quem viveu do outro lado da Cortina de Ferro).

- Para os que viram a série televisiva, o que traz de novo o livro “O Mundo Perdido do Comunismo’?

- O livro é um complemento da série. Há um limite para a quantidade de material que cabe em três horas de documentário e eu fiz muitas entrevistas para este projecto. Se houver uma segunda edição do livro, posso aumentar o texto ainda mais com uma série de entrevistas fascinantes, ainda não foram publicadas: desde entrevistas com aristocratas checoslovacos cujas terras foram repartidas pelos comunistas enquanto eles foram enviados para trabalhar nas minas até entrevistas com donos de hotéis temáticos em torno do comunismo. Nem todas as entrevistas que realizei podiam ser incluídas numa série de TV e outras foram muito reduzidas por causa dos constrangimentos de tempo. Enquanto a série conseguiu dar grande ênfase ao material de arquivo, filmes caseiros e filmagens ‘oficiais’, o livro permitiu explorar as histórias das pessoas em maior profundidade. Há algumas histórias fantásticas no livro às quais não foi possível fazer justiça em tempo reduzido no ecrã. O livro também permite contextualizar e desenvolver temas como o trabalho, o lazer e o papel da polícia secreta num estado policial. Tem uma história independente da série televisiva. Não é preciso ter visto o documentário para poder apreciar os extraordinários testemunhos pessoais destas pessoas que viveram atrás da Cortina de Ferro.

- O que o fez procurar as histórias de pessoas anónimas em vez do ponto de vista dos governantes?

- Senti que os governantes, os ‘grandes’ e os políticos seniores já tinha recebido suficiente publicidade. Eu quis analisar os efeitos desta ideologia, o comunismo, nas pessoas a que era suposto dar importância - a classe trabalhadora do país. Quis compreender o que era viver e crescer num país onde o Estado invadia todos os aspectos da vida das pessoas, desde o local de trabalho até ao quarto de dormir. Quis perceber como é que os ideias do comunismo foram desviados pelo Estalinismo do pós-guerra e os efeitos que isso teve na vida das pessoas. Também quis perceber, na prática e não em teoria, o que as pessoas consideravam atractivo na altura e de que depois sentiram a falta no comunismo. Senti que, analisado a vida de todos os dias das pessoas, podia lançar luz sobre alguns aspectos surpreendentes. Nem todos julgavam que a vida em países comunistas era sem cor. Algumas pessoas sentiam que se divertiam e eram felizes neste sistema e eu quis examinar isso. Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim senti que esta era a oportunidade para gravar testemunhos historicamente relevantes daqueles que viviam vidas ‘normais’ em países comunistas. Afinal de contas, a vida de todos os dias e os lugares comuns podem revelar muito mais do que aquilo que as pessoas pensam acerca da realidade.

- Depois de ouvir tanta gente, o seu entendimento deste período histórico mudou? Em que sentido?

- Eu percebi pela primeira vez como é que algumas pessoas eram atraídas, participavam e até apoiavam um sistema que acabou por ser odiado pela maior parte. Estas pessoas não eram necessariamente ‘apparatchiks’ ou pessoas que beneficiavam em termos materiais do comunismo. Mas talvez, mais importante ainda, estas entrevistas destacaram a natureza não domável do espírito humano que sobreviveu, mesmo com dano considerável, ao lado escuro e à contaminação moral das utopias totalitárias durante meio século.

- Entrevistou um guarda que assume ter morto pessoas que tentavam fugir da Alemanha de Leste. Considerando que os jornalistas são seres humanos, o que sentiu nesta situação ou em outras em que esteve frente-a-frente com pessoas que perseguiram e mataram outras?

- Como jornalista, escritor e realizador, o meu papel principal é descobrir a verdade e revelá-la ao público. Não acredito que seja meu trabalho julgar as pessoas. Eu acredito no enorme bom senso do público que vê e lê; que quando se lhe apresentam os factos, o público é capaz de tirar as suas próprias conclusões. Isso não significa, claro, que, a nível pessoal, não seja perturbado por uma série de pensamentos e emoções. Mas o mais importante para mim é contar a história fielmente.

- De todas as histórias que contou, qual foi a que mais o impressionou?

- Várias histórias me impressionaram muito. Por exemplo a experiência de Erika Riemann, uma rapariga de 14 anos, naquilo que havia de ser a RDA. Erika foi prisioneira política nos gulags do Leste da Alemanha devido, literalmente, a uma brincadeira infantil. O crime dela foi ter desenhado um lacinho no bigode de Estaline, cujo retrato estava pendurado no na sala de aula. Isto fez-me perceber a verdadeira natureza do período estalinista no comunismo da Europa de Leste depois da II Guerra.

- Por várias vezes, as pessoas dizem que têm saudades dos velhos tempos. Como é que se explica isso?

- ‘Ostalgia’, a nostalgia pela experiência da Europa de Leste, manifesta-se de várias formas. Para alguns é uma ânsia por um certo design chic, ligado à roupa, carros e artigos domésticos. Para outros é um desejo de segurança e das certezas que lhes eram conferidas por um regime, que, acreditam, cuidava melhor deles - lembram-se de um mundo sem desemprego, com boas estruturas comunitárias para cuidar das crianças enquanto as mães trabalhavam e de um sentido de comunidade. Se este mundo existiu ou não é uma questão diferente. Outros eram idealistas que acreditavam ser possível que o sistema podia ser mudado e que podia funcionar. Alguns ainda não foram convencidos pelo que o capitalismo tem para oferecer-lhes.

- Mesmo pessoas que não viveram aquela época parece sentir essa ‘Ostalgia’. Procuram símbolos do comunismo. Como é que isso explica?

- Talvez, surpreendentemente, alguns ‘ostalgists’ nem sequer fossem nascidos quando o Muro caiu e, no entanto, sentem-se compelidos para aqueles tempos. A nostalgia é uma característica humana universal. Todos nós valorizamos ‘mundos perdidos’, sejam do nosso passado, da nossa juventude ou inocência, mundos que podemos moldar com quisermos. É claro que esta nostalgia tem riscos. O que também é curioso é que alguns que ajudaram a derrubar estes regimes comunistas também manifestam ‘ostalgia’ pelo camaradagem do ‘gueto dos dissidentes’ daqueles tempos. E outros, uma pequena minoria, acredita genuinamente que a vida era melhor sob o comunismo.


NOTAS

43 QUILÓMETROS

O muro de Berlim separava a RDA da zona Ocidental e tinha 43,1 km de extensão. O muro periférico tinha mais 111,9 km.

5075

Só 5075 pessoas passaram o muro para Berlim Ocidental, de 1961 a 89. Morreram outras 120 a 240 pessoas.

2300

O muro era vigiado por 2300 soldados e reforçado por mais 200, em dias especiais. Havia 302 torres de vigia e 1000 cães de guarda.

1989

Na noite de 9 de Novembro de 1989 a RDA declara no telejornal a abertura da fronteira. Segue-se uma torrente de gente a querer atravessar o muro.

Portugal tambem enriqueceu com a queda do muro de Berlim


O ministro dos Negócios Estrangeiros na altura da queda do muro de Berlim, João de Deus Pinheiro, diz ter sido o apoio precoce do Estado português à unificação alemã que garantiu a simpatia de Helmut Kohl por Portugal e a consequente abertura da torneira dos fundos europeus, nos anos seguintes

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