BEM VINDO! Aviso á tripulação! Aqui inicia-se mais um blog neste oceano tão vasto que é a Blogoesfera.Aqui irão ser trazidos e comentados varios assuntos que acho que sejam de salientar. Sintam-se á vontade para participar ,falem bem ou falem mal mas falem Então apertem os cintos.Vai-se iniciar a viagem. .

29/09/2009

Soares Vs Cavaco




Se as relações entre o Cavaco e o Socrates nunca foram boas agora vão ser melhores ainda.Num País que esta a atrevessar uma crise como o nosso termos as duas maiores entidades do País a darem o exemplo que estão a dar á nação ,em vez de ajudar so vem piorar.Cavaco disse que não cede a pressões ,não se deixa condicionar , mas quanto a ser manipulado nada disse porque deve saber que o é.
Como é obvio toda esta treta de escutas foi uma manobra para desviar as atenções do que interessa mesmo ao País e era preferivel o Presidente na altura ter logo afundado o Porta aviões do que agora afundar-se a ele proprio. Para mim em vez de Socrates devia-se falar era de Mario Soares , o fundador do Ps e que ja na altura quando ele era Presidente e o Cavaco primeiro ministro criava-lhe entraves politicos que o levaram a proferir a celebre frase " Deixem-me trabalhar"e o mesmo que tem manipulado as marionetas ja desde o tempo do Sampaio e que tem continuado a manipular a maquina Politica,El Padriño ou como eu gosto de chamar o avô cantigas.


O Presidente da República acusou esta terça-feira o PS de tentar desviar as atenções do debate político durante a campanha para as eleições legislativas de 27 de Setembro e de tentar encostar a sua figura ao PSD. Cavaco Silva frisou também que "não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for".


'Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação', começou por dizer o Cavaco Silva, 'fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD, o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira.'. Para o Chefe de Estado, que não tem conhecimento de que membros das casas civis 'tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam', tais afirmações são 'graves, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República'.

Numa mensagem proferida no Palácio de Belém muita incisiva, Cavaco revelou que, na sua opinião que só divulga devido 'às presentes circunstâncias': 'Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias. Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos'.

Cavaco voltou a insistir nos objectivos referidos nas declarações e notícias seguintes, 'incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República' e 'incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas'.

No quinto ponto da sua mensagem, o Chefe de Estado confessou que fez 'a mesma leitura' da 'publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008'. Cavaco revelou que desconhecia 'totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail' e que tem 'sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas'. O Chefe de Estado disse não ter atribuído 'qualquer importância' à presença de um assessor do primeiro-ministro, José Sócrates, durante a sua visita à Madeira.

Cavaco considerou que a publicação do e-mail naquela altura tinha os mesmos 'objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto'. Recorde-se que na mensagem era referido que o assessor Fernando Lima suspeitava que o Palácio de Belém estava a ser alvo de escutas.

Cavaco suspeitou que tivesse sido violada uma regra básica da Presidência da República: 'ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente, a não ser os seus Chefes da Casa Civil e da Casa Militar', e, apesar de ter sido 'garantido' que tal não ocorreu, o Chefe de Estado 'não podia deixar que a dúvida permanecesse' e 'por isso, só por isso' demitiu Fernando Lima do cargo de assessor para a Comunicação Social.

Mas Cavaco ficou com dúvidas: 'Será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?'. Por isso, o Presidente ouviu hoje entidades com responsabilidades na área da segurança e ficou a saber que o sistema informático da Presidência da República tem 'vulnerabildades'.

No final da sua mensagem, Cavaco sustentou que o Presidente da República 'não cede a pressões nem se deixa condicionar' e que foi por isso que entendeu manter o silêncio durante a campanha eleitoral.

Contudo, concluiu Cavaco, 'agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.'


REACÇÕES

"É O PIOR DOS MOMENTOS PARA LANÇAR NOVELAS INFUNDADAS": Pedro Silva Pereira, Ministro da Presidência

Pedro Silva Pereira foi o porta-voz do PS na reacção ao discurso presidencial feito duas horas antes. O ministro da Presidência saiu em defesa dos deputados socialistas, afirmando que estes "são livres e autónomos na opinião que exprimem" e referiu ainda que todas as polémicas não passaram de "invenções com o objectivo de prejudicar o Governo".

'COMUNICAÇÕES DA PRESIDÊNCIA NÃO SÃO TOTALMENTE SEGURAS': Luís Marques Guedes, Secretário-geral do PSD

'Esta declaração do senhor Presidente da República confirma a suspeita de que as comunicações da Presidência da República podem não ser totalmente seguras. Essa é uma vulnerabilidade preocupante e que, naturalmente, carece de um esclarecimento, como foi dito pelo senhor Presidente, e um esclarecimento que o PSD deseja, para bem das instituições, que seja rapidamente efectuado', disse.

'INTERVENÇÃO DO PR É DEVERAS LAMENTÁVEL': Luís Fazenda, BE

Para o líder parlamentar bloquista, a intervenção de Cavaco 'pela nebulosa que deixa, é deveras lamentável no actual período político e no início de uma outra campanha eleitoral'. 'Se o Presidente da República pretendeu fazer um desmentido em relação às notícias que atribuíam a Belém a origem das notícias acerca das escutas não se percebe porque é que não o fez antes, devia tê-lo feito e não deixado o país em suspenso durante uma campanha eleitoral, mas de qualquer modo faz um desmentido com uma enorme ambiguidade'.

'QUALQUER FALHA NA SEGURANÇA DEVE SER ESCLARECIDA': Pedro Mota Soares, CDS-PP

O porta-voz do CDS-PP considerou que 'qualquer falha na segurança das comunicações da Presidência da República é grave e tem que ser rapidamente esclarecida e resolvida'. Mota Soares disse ainda que a mensagem do Presidente o leva a 'concluir que houve uma tentativa de fazer uma campanha de casos e de incidentes'.



Alberto João Jardim, por sua vez diz que os eleitores "passaram a vida a manifestar-se contra o primeiro-ministro, passaram a vida a dizer que ele não prestava, era escândalo sobre escândalo em cima do primeiro-ministro e, depois, o que é que sucede? 40 por cento dos portugueses, mais que os votos que teve o partido mais votado, resolve nem sequer ir votar".

Para os abstencionistas, "o país que se lixe, Portugal que se lixe, mas se eles querem que Portugal se lixe, eu não quero que a Madeira o seja", criticou Jardim.

Por isso, a Madeira tem de funcionar "como uma fortaleza que, mesmo cercada, sabe resistir porque sabe que o inimigo está enfraquecido".

"Se isto for uma máquina articulada - Governo Regional, Câmaras e Juntas de Freguesias - vão ver que o Sócrates cai primeiro do que cai o PSD", declarou.

O líder do PSD-M alertou para os próximos "dois anos terríveis" porque "o Governo de Lisboa não aguenta sequer estes dois anos".

"Ainda há pouco ouvia uma intervenção pública do Presidente da Republica e a gente sabe e percebe como é que o poder político em Lisboa está dividido em confronto mas aqui não vamos embarcar nisso", concluiu.

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