BEM VINDO! Aviso á tripulação! Aqui inicia-se mais um blog neste oceano tão vasto que é a Blogoesfera.Aqui irão ser trazidos e comentados varios assuntos que acho que sejam de salientar. Sintam-se á vontade para participar ,falem bem ou falem mal mas falem Então apertem os cintos.Vai-se iniciar a viagem. .

21/09/2009

Estado de Guerra





O comandante do contingente multinacional no Afeganistão, general Stanley McChrystal num aviso enviado a Obama traça o cenario mais pessimista desde o inicio do conflito em 2001.Nesse aviso diz que que a guerra contra os taliban sera um fracasso se não enviarem tropas pro terreno rapidamentes a fim de inverter a ascendencia da insurreição .

Na sua analise as tropas da NATO,"não têm experiência em contra-insurreição nem compreendem minimamente a sociedade afegã", o governo de Cabul, cujas "instituições fracas, abusos de poder e corrupção generalizada" criaram uma "crise de confiança" entre a população, e até a estratégia seguida pelos seus antecessores. "Preocupados com a protecção das nossas tropas, acabámos por nos distanciar – tanto física como psicologicamente – das pessoas que queremos proteger", afirma.


McChrystal acredita que ainda é possível vencer a guerra, mas para isso precisa de mais tropas e de uma "revisão estratégica radical", e deixa no ar um sério aviso: "Só o aumento de recursos não ganhará esta guerra, mas a sua falta poderá perdê-la."


68 MIL MILITARES

Em Janeiro, Obama ordenou a quase duplicação do contingente norte-americano no Afeganistão, para 68 mil homens. Este reforço só estará concluído no final do ano. A NATO tem cerca de 35 mil militares no país, 140 dos quais portugueses.

CIA REFORÇA PRESENÇA

A CIA vai abrir no Afeganistão uma das suas maiores bases de operações no exterior, para melhor combater a ameaça da al-Qaeda e dos taliban.

CAVACO COM STAVRIDIS

O presidente da República, Cavaco Silva, recebeu ontem em Belém o Comandante Supremo da NATO, almirante James Stavridis.


E isto tudo porque no meio de uma das suas bebedeiras o Bush julgou ter ouvido a voz do senhor.
Convem recordar aqui as suas palavras
"Deus me disse, George, vai e luta contra os terroristas no Afeganistão. E eu o fiz. E Deus me disse: George, acabe com a tirania no Iraque. E eu o fiz. E agora, sinto ainda a palavra de Deus que me diz: dá um Estado aos palestinos e aos israelenses sua segurança e consiga a paz no Oriente Médio. E, por Deus, eu o farei".

Claro que não se lembrou de falar sobre o oleoduto de gás natural que viria do Mar Cáspio, cruzando o Afeganistão ,O projeto já tinha sido aprovado na gestão Clinton. Inclusive, quando era governador do Texas, Bush recebeu uma visita de autoridades afegãs do Talibã. Depois da guerra contra o Afeganistão, o projeto foi entregue a empresa Halliburton, do atual vice-presidente Dick Cheney.

Vejamos agora o seguinte texto .

A agenda oculta:
o novo Pearl Harbor
por John Pilger [*]
A ameaça colocada pelo terrorismo dos EUA à segurança das nações e da pessoas foi enfatizada com pormenores proféticos num documento escrito há mais de dois anos e só agora revelado. Os que os EUA precisam para dominar uma grande parte da humanidade e dos recursos do planeta, dizia-se ali, é "algum facto catastrófico e catalizador, como um novo Pearl Harbor", descrito como "a oportunidade de todos os tempos". Os extremistas que, desde então, exploraram o 11 de Setembro vêm da era de Ronald Reagan, quando foram criados grupos de extrema direita e think-tanks para vingar a derrota americana no Vietname. Na década de 1990 houve um acrescento à agenda: para justificar negação de um "dividendo da paz" após a guerra fria. Criou-se o Projecto para um Novo Século Americano (The Project for the New American Century) , elaborado pelo American Enterprise Instituto, pelo Hudson Institute e outras instituições que a seguir fundiram as ambições da administração Reagan com as do actual regime de Bush.

Um dos "pensadores" de George W. Bush é Richard Perle. Entrevistei-o quando assessorava Ronald Reagan. Quando falou acerca da "guerra total" considerei-o, erradamente, como louco. Recentemente ele utilizou outra vez essa expressão para descrever a "guerra contra o terror" dos EUA. "Sem etapas", afirmou. "Isto é a guerra total. Estamos a combater contra uma diversidade de inimigos. Há muitíssimos por aí afora. Toda essa falação de que primeiro vamos tratar do Afeganistão, e a seguir do Iraque... é o modo errado de enfrentar o problema. Simplesmente, se deixarmos que nossa visão do mundo se desenvolva e possamos compreende-la totalmente não tentarmos estropiá-la como uma diplomacia de espertezas, aí sim travaremos uma guerra total... nossos filhos entoarão grandes canções sobre nós daqui a alguns anos".

Perle é um dos fundados do Projecto para um Novo Século Americano (PNAC, na sigla em inglês). Alguns dos outros fundados são Dick Cheney, actual vice-presidente, Donald Rumsfeld, secretário da Defesa; Paul Wolfowitz, subsecretário da Defesa; I. Lewis Libby, chefe de pessoal de Cheney; William J. Bennett, secretário da Educação no governo Reagan; e Zalmay Khalilzad, embaixador de Bush no Afeganistão. Eles são os modernos patrocinadores do terrorismo dos EUA. O relatório original do PNAC, " Rebuilding America's Defenses: strategy, forces and resources for a new century" era um plano geral dos objectivos dos EUA. Há dois anos atrás recomendou um aumento das despesas em armamento de 48 mil milhões de dólares a fim de que Washington pudesse "travar e ganhar múltiplas guerra simultâneas importantes". Isto verificou-se. Dizia que os EUA deveriam desenvolver armas nucleares "destruidoras de bunkers" e fazer da "guerra das galáxias" uma prioridade nacional. Isto aconteceu. Dizia que, no caso de Bush tomar o poder, o Iraque deveria ser um objectivo. E assim ocorreu.

Quanto às "armas de destruição em massa" do Iraque, tais palavras foram postas de lado como as desculpas convenientes que são. "Ainda que o conflito não resolvido com o Iraque contribua para a justificação imediata", assinala o referido relatório, "a necessidade de uma presença militaqr importante dos EUA no Golfo transcende a questão do regime de Sadam Hussein". Como foi aplicada esta impressionante estratégia? Uma série de artigos em The Washington Post , escritos em conjunto por Bob Woodward, do caso Watergate, e baseados em longos entrevistas com funcionários da administração Bush, revela como foram manipulados os factos ocorridos no 11 de Setembro de 2001.

Na manhã de 12 de Setembro de 2001, sem evidência alguma de quem seriam os sequestradores, Rumsfeld exigiu que os EUA atacassem o Iraque. Segundo Woodward, Rumsfeld declarou numa reunião do Gabinete que o Iraque deveria ser um "objectivo principal de primeira linha na guerra contra o terrorismo". O Iraque foi perdoado apenas temporariamente só porque Colin Powell, secretário de Estado, convenceu George W. Bush de que "a opinião pública tem de estar preparada antes para ser possível uma acção contra o Iraque". Escolheu-se o Afeganistão como a opção mais suave. Se as estimativas de Jonathan Steele no jornal britânico "The Guardian" estiverem correctas, uns 20 mil afegãos pagaram o preço deste debate com as suas vidas.

Na Time , mais uma vez, o 11 de Setembro foi descrito como uma "oportunidade". No New Yorker de Abril último, o repórter investigador Nicholas Lemann escreveu que a principal conselheira senior de Bush, Condoleezza Rice, disse-lhe que ela havia convocado membros seniors do National Security Council e pediu-lhes "para pensar sobre 'como capitalizar sobre estas oportunidades' ", as quais foram por elas comparadas às de "1945 a 1947": o começo da guerra fria.

Desde o 11 de Setembro, os EUA estabeleceram bases junto aos portões de todas as grandes fontes de combustíveis fósseis, especialmente na Ásia central. A companhia de petróleo Unocal está para construir um oleoduto através do Afeganistão. Bush mandou às favas do Protocolo de Quioto sobre emissões de gases com efeito estufa, as disposições sobre crimes de guerra do Tribunal Penal Internacional e tratado de mísseis anti-balísticos (ABM). Ele afirmou que utilizará armas nucleares contra Estados não-nucleares "se necessário". Sob a cobertura da propaganda de alegada armas de destruição em massa do Iraque, o regime Bush está a desenvover novas armas de destruição em massa que minam tratados internacionais sobre guerra biológica e química.

No Los Angeles Times , o analista militar William Arkin descreve um conjunto de armas secretas actividas por Donald Rumsfeld, semelhantes àquelas executadas por Richard Nixon e Henry Kissinger e que o Congresso declarou fora da lei. Estas "actividades de apoio de super-inteligência" reunirão "a CIA e acções militares encobertas, guerra de informação, e engano". Segundo um documento classificado preparado por Rumsfeld, a nova organização, conhecida pela sua alcunha orwelliana como Proactive Pre-emptive Operations Group, ou P2OG, provocará ataques terroristas os quais por sua vez exigirão "contra-ataques" dos Estados Unidos a países que "abrigam os terroristas".

Por outras palavras, pessoas inocentes serão assassinadas pelos Estados Unidos. Isto é uma reminiscência da Operation Northwoods, o plano apresentado ao presidente Kennedy pelos seus chefes militares para uma falsa campanha terrorista – completa, com bombardeamentos, sequestros, choques de aviões e americanos assassinados – como justificação para uma invasão de Cuba. Kennedy rejeitou-a. Ele foi assassinado poucos meses depois.

Agora Rumsfeld ressuscitou a Northwoods, mas com recursos inconcebíveis em 1963 e sem qualquer rival global a obrigar à cautela. Você tem de ter em mente que isto não é fantasia --- este homens realmente perigosos, tais como Perle, Rumsfeld e Cheney, têm poder. A linha que está a correr através das suas ruminações é a importância dos media: "a tarefa priorizada de trazer a bordo jornalistas de reputação que aceitem nossa posição".

"Nossa posição", aqui, é a expressão código para mentir. Certamente, como jornalista, nunca conheceu mentiras oficiais mais penetrante do que as de hoje. Podemos rir das tolices vazias de Tony Blair no "dossier do Iraque" e da mentira inepta de Jack Straw de que o Iraque desenvolveu uma bomba nuclear (a qual os seus apaniguados correram a "explicar"). Mas mentiras mais insidiosas, justificando um ataque não provocado ao Iraque e ligando-o a supostos terroristas que, disseram, estariam a espreitar em toda estação do metro, são rotineiramente apresentados como notícias. Mas elas não são notícias. Elas são propaganda negra.


E assim alguns vão mexendo os cordelinhos e fazendo de marionetas o resto da população.

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