BEM VINDO! Aviso á tripulação! Aqui inicia-se mais um blog neste oceano tão vasto que é a Blogoesfera.Aqui irão ser trazidos e comentados varios assuntos que acho que sejam de salientar. Sintam-se á vontade para participar ,falem bem ou falem mal mas falem Então apertem os cintos.Vai-se iniciar a viagem. .

28/10/2009

Face Oculta



Parece que por Portugal continua tudo a gamar á grande e desta vez foi O ex-ministro da Administração Interna do Governo de António Guterres e presidente da Fundação para a Prevenção e Segurança que foi apanhado, falta agora ver quem serão os outros.Claro que este caso vai ser outro do tipo Freeport , não vai dar em nada e daqui a uns tempos ja nos esquecemos tudo disto.O nome que deram a operação tambem esta giro, Face oculta, deve ser porque os verdadeiros culpados mesmo nunca irão ser conhecidos.

‘Face Oculta’: Buscas na refinaria de Sines
A Polícia Judicária fez buscas na refinaria de Sines, da Galp, no âmbito da operação ‘Face Oculta’. O CM sabe que na busca à EDP foi também constituído arguido um alto quadro da empresa.


Fontes da PT não confirmam que a Polícia Judiciária tenha falado com o administrador Rui Pedro Soares sobre qualquer facto desta investigação.

Um dos arguidos neste processo, o advogado Paulo Penedos, que é avençado da PT, é de uma das empresas de Aveiro visadas na investigação, a FCI. O filho do presidente da REN e ex-secretário de Estado de António Guterres, José Penedos, confirmou ao CM a constituição de arguido: “Fui constituído arguido porque sou advogado de uma das empresas de Aveiro, a FCI”, disse Paulo Penedos.

A Polícia Judiciária, numa operação coordenada pelo departamento de Aveiro, efectuou nesta quarta-feira buscas em locais de trabalho de administradores da Rede Eléctrica Nacional (REN), quadros da Rede Ferroviária Nacional (REFER) e de outras empresas detidas directa ou indirectamente pelo Estado.

A investigação, chamada 'Face Oculta', começou há mais de um ano quando a PJ descobriu um caso de fraude fiscal que envolvia empresas de sucatas de Ovar e Aveiro e alguns quadros da REFER. Estava em causa a compra e venda de sucata de material ferroviário e um negócio paralelo de facturas falsas.

O proprietário de um importante grupo de Ovar, que detém entre outras a empresa O2, foi constituído arguido por uma fraude de 11,6 milhões de euros. No ano passado, a PJ apontava para facturas fictícias na ordem dos 33 milhões de euros, mas entretanto foram encontradas outras ramificações.

30 BUSCAS EM LISBOA, PORTO E AVEIRO

Outras empresas detidas directa ou indirectamente pelo Estado começaram a ser também alvo de buscas, entre elas a Galp, BCP e EDP.

Em causa estão os crimes de corrupção, tráfico de influência e branqueamento de capitais, fraude fiscal.

O CM sabe que decorreram cerca de 30 buscas nos departamentos espalhados pelo País, em Lisboa, Porto e Aveiro, e o alvo foram 30 a 40 quadros, entre gestores e directores de serviços. A operação da PJ de Aveiro contou com a colaboração de investigadores do crime económico e da directoria de Lisboa, envolvendo mais de cem polícias.

Os administradores e quadros das empresas envolvidas estão a ser notificados e deverão ser ouvidos no primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Aveiro. Contactada pelo CM, a REFER garantiu que está a ser prestado todo o apoio à Polícia Judiciária, recusando porém adiantar mais pormenores. Por outro lado, a empresa garante que nenhuma das empresas-sede foi alvo de buscas.

Armando Vara é um dos 12 arguidos ontem constituídos no âmbito da operação Face Oculta desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da Polícia Judiciária. O vice-presidente do Millennium BCP “não faz comentários”, disse ao PÚBLICO uma fonte oficial do BCP, tendo o PÚBLICO apurado que Vara não está a ser alvo de investigação por actos praticados na sua qualidade de gestor daquela instituição financeira.
A constituição de Armando Vara como arguido no inquérito que está a ser levado a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Judiciária de Aveiro estará relacionada com suspeitas suscitadas por indícios recolhidos. Ontem à noite, a RTPN revelou que Vara terá sido surpreendido pelos investigadores a pedir ao empresário José Godinho cerca de dez mil euros.

O ex-ministro da Administração Interna do Governo de António Guterres e presidente da Fundação para a Prevenção e Segurança, que ontem se remeteu ao silêncio, deverá agora prestar esclarecimentos ao juiz de instrução criminal de Aveiro, quando este magistrado o questionar durante o primeiro interrogatório de arguido que deverá realizar-se no próximo mês de Novembro e se destina a definir as medidas de coacção a que os suspeitos ficarão submetidos.

Vara, recorde-se, exerceu vários cargos dirigentes no Partido Socialista e, antes de ingressar na administração do BCP, foi vogal do conselho de administração da Caixa Geral dos Depósitos, sendo actualmente responsável pelo pelouro das operações do BCP em África.

O empresário José Godinho foi o único arguido ontem detido durante a operação, que mobilizou cerca de uma centena de investigadores da Polícia Judiciária, devendo agora ser presente ao juiz de instrução criminal para este confirmar ou não a detenção, na origem da qual estaria o risco de ele se ausentar para o estrangeiro. O risco de fuga é hoje um dos pressupostos determinantes para a detenção de arguidos fora de flagrante delito.

José Godinho é arguido num outro inquérito relacionado com uma presumível fraude fiscal estimada em 11,6 milhões de euros, que se terá consumado através da emissão de facturas falsas, entre 2005 e 2007. A investigação decorreu também no DIC da PJ de Aveiro que, em 24 de Junho passado, desencadeou uma acção em colaboração com a Direcção dos Serviços de Investigação da Fraude e Acções Especiais (DSIFAE) da administração fiscal, através de 13 buscas em empresas e domicílios.

Viciação de concursos
Segundo o gabinete de imprensa da PJ, a investigação no âmbito da qual foi accionada a operação Face Oculta visa esclarecer a actividade do grupo empresarial de José Godinho que, “através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área da recolha e gestão de resíduos industriais”. Os eventuais cúmplices na trama seriam quadros médios e superiores de grande empresas públicas e participadas pelo Estado, nomeadamente a REN – Redes Energéticas Nacionais, a Galp e a Refer – Rede Ferroviária Nacional, como insistentemente sublinharam fontes oficiais da PJ, que desmentiram o eventual envolvimento destas empresas. “As buscas visaram domicílios e os locais de trabalho dos suspeitos”, foi dito ao PÚBLICO.

Esta separação de águas seria, aliás, reiterada por informadores oficiais daquelas empresas. A Galp, por exemplo, admitiu que elementos da PJ realizaram buscas no local de trabalho de um quadro que trabalha na Refinaria de Sines. A REN, por seu turno, revelou que foi notificada a esclarecer a Polícia Judiciária “sobre eventuais contratos celebrados pela REN com algumas das 11 empresas identificadas na notificação”, que foi exibida no início da busca à sede da empresa.

“Até ao presente momento”, acrescenta o comunicado da REN, “a REN apenas identificou uma empresa à qual foram adjudicados, com base em procedimento concursal, trabalhos de gestão de resíduos”. Em Madrid, onde participa num encontro da Cotec, José Penedos, antigo secretário de Estado no Governo de Guterres, não se mostrou preocupado com a diligência da PJ, garantindo: “A REN é uma casa transparente.”

Um estado de espírito diverso tinha ontem o advogado Paulo Penedos, filho do presidente da REN, que admitiu publicamente ter sido constituído arguido. “Sou advogado de uma das empresas de Aveiro, a SDI [sociedade que pertence ao universo empresarial de José Godinho].” Paulo Penedos tem um particular gosto por viaturas de topo de gama, apesar da sua curta carreira como causídico. Esta afeição às viaturas de gama alta foi denunciada pelos adversários de Paulo Penedos, quando se candidatou a uma câmara municipal do distrito de Coimbra numa lista do PS.

Os locais de trabalho de alguns quadros da Refer também foram ontem alvo de busca pelos investigadores da Polícia Judiciária, que apreenderam documentos. Num caso, apurou o PÚBLICO, os investigadores apreenderam um computador usado por um ex-responsável pela área de abastecimentos da empresa, que também foi constituído arguido.

As investigações prosseguem e o universo sob suspeita tem âmbito nacional, como se infere dos pontos do país onde decorreram as três dezenas de buscas da operação Face Oculta: Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Lisboa, Oeiras, Sines, Alcochete, Faro, Ponte de Sor e Viseu.

Teófilo Santiago é o responsável pela operação Face Oculta, mais uma a juntar ao seu currículo cheio de investigações de grande impacto. Teófilo Santiago foi um dos responsáveis pelo Apito Dourado, que desvendou situações de corrupção no futebol e que “lhe custou” o afastamento da directoria do Porto da PJ. Santiago também dirigiu o Aveiro Connection, cujos líderes foram condenados, no anos 90 do século XX.

Sem comentários:

Publicar um comentário